sábado, 6 de junho de 2009

Ocorrências de casos humanos de influenza A (H1N1)

MINISTÉRIO DA SAÚDE
GABINETE PERMANENTE DE EMERGÊNCIAS

Ocorrências de casos humanos de influenza A (H1N1)

1. O Ministério da Saúde confirma QUATRO NOVOS CASOS de infecção pelo vírus Influenza A (H1N1), nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Tocantins.

2. Um paciente de São Paulo e um do Rio de Janeiro estiveram no exterior. Todos estão em isolamento domiciliar e passam bem.

3. Um caso de São Paulo tem o seu local provável de infecção em investigação, pois esteve no exterior e contato próximo, no Brasil, com outra pessoa diagnosticada com a doença. Está em isolamento domiciliar e passa bem.

4. O paciente de Tocantins teve contato próximo de outra pessoa diagnosticada com a doença anteriormente, que foi infectada no exterior. Trata-se, portanto, de um caso autóctone (quando a transmissão ocorre dentro do país). Está em isolamento domiciliar e passa bem.

5. Mesmo com a detecção de nove casos de transmissão autóctone, o Ministério da Saúde considera que a transmissão no Brasil é limitada, sem evidências de transmissão sustentada do vírus de pessoa a pessoa, tendo em vista que todos esses casos têm vínculo epidemiológico com casos importados.

6. Por medida de precaução, o Ministério da Saúde, a Secretaria de Saúde do Estado de Santa Catarina e a Secretaria Municipal de Florianópolis decidiram, conjuntamente, recomendar a suspensão das atividades de uma creche na capital do Estado.

7. Uma das alunas teve a confirmação da doença ontem (sexta-feira, 5 de junho). A paciente é contato próximo de um caso confirmado anteriormente, procedente do exterior. Ela está em isolamento domiciliar e passa bem.

8. A aluna divide seu espaço de atividades com outras 19 crianças. A suspensão é indicada até o fim dos sintomas da doença.

9. Todas as crianças e funcionários, bem como seus contatos próximos, estão sendo monitorados pelas autoridades de saúde estaduais e municipais. O mesmo monitoramento será adotado para outras pessoas que tiveram contato com a paciente, independentemente do ambiente de trabalho.

10. O Ministério da Saúde encaminhou uma equipe da Secretaria de Vigilância em Saúde para apoio técnico das ações das autoridades sanitárias locais.

11. Com os quatro novos casos registrados nesta sábado (6), o total de confirmados no país chega a 35. Os casos foram registrados nos estados de São Paulo (15), Rio de Janeiro (8), Santa Catarina (5), Mato Grosso (2), Tocantins (3), Minas Gerais (1) e Rio Grande do Sul (1). Para TODOS os casos confirmados, estão sendo realizados busca ativa e monitoramento de todas as pessoas que estabeleceram contato próximo com os pacientes.

12. Outros 35 CASOS SUSPEITOS de Influenza A (H1N1) estão sendo acompanhados pelo Ministério da Saúde, em todo o país. As amostras com secreções respiratórias dos pacientes estão em análise laboratorial.

13. Os casos suspeitos estão nos estados de São Paulo (13), Minas Gerais (5), Paraná (4), Rio de Janeiro (3), Rio Grande do Norte (2), Rondônia (2), Distrito Federal (2), Espírito Santo (2), Tocantins (2), Pernambuco (1), Santa Catarina (1) e Goiás (2).

14. Até o momento, 401 casos foram DESCARTADOS (veja tabela).

15. Os números referem-se a informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde até as 13h deste sábado (6). TODOS OS CASOS IDENTIFICADOS APÓS ESSE HORÁRIO SERÃO CONTABILIZADOS NO DOCUMENTO DO DIA SEGUINTE.

Tabela de casos de Influenza A (H1N1) no Brasil, segundo critério de classificação por UF


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16. De acordo com decisão do Grupo Executivo Interministerial para Pandemia de Influenza (GEI), aprovada em 1º de junho, recomenda-se internação de sete dias apenas para pacientes com sintomas graves e pessoas com risco de óbito por influenza: idade menor que dois ou maior que 60 anos; doença pulmonar ou cardíaca crônicas; insuficiência renal crônica, diabetes; hemoglobinopatias; gravidez e imunossupressão primária ou adquirida. Nesses casos, os pacientes recebem tratamento com antiviral.


17. Casos suspeitos com sintomas leves devem receber medicamento e ficar em isolamento domiciliar por sete dias, recebendo orientação da autoridade municipal e/ou estadual de saúde. É importante ressaltar que o hospital de referência deverá informar a Vigilância Epidemiológica estadual ou municipal quando o paciente for encaminhado para isolamento domiciliar, para que seja providenciado o seu acompanhamento.

18. O novo protocolo de manejo clínico aprovado pelo GEI também altera a definição de caso suspeito. Agora, os critérios são: febre acima de 37,5°C (antes era de 38°C), mesmo que medida pelo paciente, tosse ou dor de garganta (o último sintoma não entrava na classificação anterior), acompanhadas ou não de dor de cabeça, nos músculos e articulações e dificuldades respiratórias. Além disso, o paciente deve ter estado, nos últimos dez dias, em países com casos da doença ou tido contato com pessoas consideradas casos suspeitos.

19. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), até o momento, há 25 países com casos autóctones de transmissão do vírus: Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Dinamarca, Equador, Eslováquia, Espanha, EUA, Estônia, França, Guatemala, Irlanda, Itália, Japão, México, Panamá, Peru, Reino Unido e Romênia.

20. Porém, segundo a OMS, Estados Unidos, México, Canadá e Austrália (estado de Victoria) são os únicos países considerados com transmissão sustentada.

21. Até o momento, 70 países têm casos confirmados e divulgados da doença, de acordo com informações dos governos ou da OMS.

Agência Saúde



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