sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ocorrências de casos humanos de influenza A (H1N1)

MINISTÉRIO DA SAÚDE

GABINETE PERMANENTE DE EMERGÊNCIAS

NOTA À IMPRENSA – ERRATA

Sexta-feira, 8/5/2009, às 15h

Ocorrências de casos humanos de influenza A (H1N1)

1. O Ministério da Saúde acompanha 30 CASOS SUSPEITOS de Influenza A (H1N1) no país. As amostras com secreções respiratórias desses pacientes estão em análise laboratorial. Parte dos resultados pode sair ainda nesta sexta-feira.

2. Os casos suspeitos estão nos estados de São Paulo (10), Rio de Janeiro (5), Minas Gerais (3), Paraná (3), Distrito Federal (2), Goiás (2), Santa Catarina (2), Mato Grosso do Sul (1), Pernambuco (1) e Rondônia (1).

3. Além disso, 18 casos estão EM MONITORAMENTO, em sete estados; e chegou a 113 o número de casos DESCARTADOS (veja tabela abaixo). Os números referem-se a informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde até as 12h30 desta sexta-feira.

4. Até ontem (7/5), havia 20 casos em monitoramento, 24 suspeitos e 110 descartados.

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  1. No início da noite desta quinta-feira, em entrevista coletiva, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou os primeiros 4 CASOS CONFIRMADOS de Influenza A (H1N1) no Brasil. São dois pacientes de São Paulo, um do Rio de Janeiro e um de Minas Gerais. Todos contraíram o vírus no exterior. Dos quatro pacientes, apenas um permanece internado – o do Rio de Janeiro. Todos passam bem.

  1. As amostras dos pacientes considerados suspeitos estão sendo analisadas nos laboratórios da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, e do Instituto Adolf Lutz, em São Paulo.

  1. O Ministério da Saúde continua aguardando o recebimento dos kits que serão enviados para o Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA).

  1. Esses são os três laboratórios de referência do Ministério da Saúde para a realização dos exames que vão confirmar ou descartar casos de Influenza A (H1N1) no país.

  1. São considerados CASOS SUSPEITOS:


a) Pessoa que apresentar febre alta de maneira repentina (acima de 38ºC) E tosse, podendo estar acompanhadas de algum dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dificuldade respiratória;


E

Ter apresentado sintomas até 10 dias após sair de países que reportaram
casos pela Influenza A (H1N1);

OU

Ter tido contato próximo*, nos últimos 10 dias, com uma pessoa classificada
como caso suspeito de infecção humana pelo novo subtipo de Influenza
A (H1N1).

* Para o Ministério da Saúde, contato próximo é a pessoa que cuida, convive ou teve contato direto com secreções respiratórias ou fluidos corporais de um caso suspeito.

  1. São considerados casos EM MONITORAMENTO:


a) Pessoas procedentes de país(es) afetado(s), com febre não medida E tosse, podendo ou não estar acompanhada dos demais sintomas referidos na definição de caso suspeito;

OU

b) Viajantes procedentes de voos internacionais, nos últimos 10 dias, de país(es) não
afetado(s) E apresentando os sintomas de acordo com definição de caso suspeito.

  1. São considerados países afetados aqueles com casos confirmados e divulgados pelos governos ou pela Organização Mundial de saúde (OMS). Até a divulgação deste boletim, a OMS reconhecia a existência de casos suspeitos em 24 países: México, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Nova Zelândia, Israel, França, Itália, El Salvador, Áustria, China (Hong-Kong), Costa Rica, Dinamarca, Holanda, Irlanda, Suíça, Colômbia, Coréia do Sul, Portugal, Guatemala, Suécia e Polônia.

  1. A recomendação para as pessoas que sentem algum dos sintomas e que passaram por países afetados pela influenza A (H1N1) é procurar um serviço público de saúde imediatamente. Existem, no país, 52 hospitais de referência (ao menos um por estado) para atendimento de eventuais casos que precisem ser monitorados.

  1. O Ministério da Saúde NÃO RECOMENDA que a população tome medicamentos por conta própria. A automedicação pode mascarar ou atenuar sintomas, além de provocar resistência ao medicamento específico para influenza.

Agência Saúde