segunda-feira, 16 de maio de 2011

Unic promove curso de arbitragem para Futebol Americano

Acontece no próximo fim de semana o curso de arbitragem para Futebol Americano. O evento é uma promoção da Universidade de Cuiabá (Unic) em parceria com a Liga Brasileira de Futebol Americano (LBFA) e a  Associação de Futebol Americano do Brasil (AFAB). O curso é gratuito e as inscrições podem ser feitas pelo site do Cuiabá Arsenal (http://www.cuiabaarsenal.com.br/curso-arbitragem.html).

 

A aula teórica será no dia 21 no auditório do estacionamento da Unic, das 8h às 12h e das 14h às 18h. No dia 22 acontece a aula prática das 14 às 18 horas no campo principal da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso), quando os alunos irão apitar uma partida de demonstração da equipe do Cuiabá Arsenal.

 

O curso será ministrado pelo árbitro Thiago Zys que faz parte do quadro da Associação de Futebol Americano do Brasil (Afab). Ele vai apresentar as regras do esporte e ajudar os alunos a resolver casos simulados, além de tirar todas as dúvidas existentes.

 

Os certificados serão entregues entre os dias 30 a 03 de junho no Centro de Idiomas da Unic Beira Rio.

 

Sobre a Afab

 

A Afab foi fundada em 2000 na cidade do Rio de Janeiro. A entidade é reconhecida pela Internacional Federation of American Football como a entidade que representa o Futebol Americano no Brasil. Maiores informações no www.afabonline.com.br.


Caroline Pilz Pinnow | Jornalismo e Assessoria de Imprensa 
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domingo, 15 de maio de 2011

IQ desenvolve veículo para detectar armas químicas

Luiza Caires, do USP Online

Lab on a Robot detecta remotamente substâncias presentes em armas químicas

Uma parceria do Instituto de Química (IQ) da USP com a Universidade do Texas em San Antonio (EUA) resultou no veículo Lab on a Robot (Loar – laboratório em um robô), utilizado para detecção remota de substâncias presentes em armas químicas. O objetivo é permitir que, em cenários de guerra ou atentados terroristas, sejam levados equipamentos de análise química a longas distâncias, para que se avaliem previamente as condições do ar, dispensando a presença humana nos testes em locais de risco.

O Loar 3, terceira versão de um equipamento que já vinha sendo testado no Texas, foi montado no Laboratório de Automação e Instrumentação Analítica do IQ, sob a coordenação do professor Claudimir Lucio do Lago, e representa uma fase do projeto que se aproxima mais da aplicação prática. "Os dois primeiros protótipos eram bem pequenos, e não poderiam ser testados em campo. Este terceiro, embora ainda seja uma 'prova conceito', já traz mais características de um dispositivo que pode ser empregado na prática", explica o professor Lago.

Utilização
Dentro da área militar, o veículo poderia anteceder o deslocamento de qualquer grupo de pessoas, militares ou civis, para áreas suspeitas de contaminação, como por exemplo um um campo para refugiados, antes que estes se direcionassem ao local.

Em área urbana, ele poderia ser utilizado para avaliar o ambiente em eventos como o atentado ao metrô de Tóquio com gás Sarin, em 1995. Além disso, com a programação adaptada para analisar outros gases, o Loar poderia ser utilizado na segurança em indústrias químicas ou petroquímicas.

Na atual fase do protótipo, o trabalho é feito em equipe. Em estágios posteriores, seria possível que apenas uma pessoa controlasse o veículo, que simultaneamente coletaria dados e emitiria alertas quando necessário. Porém, como explica o pesquisador, "a estrutura de software e hardware permite que as tarefas de controle e análise de dados fiquem distribuídas até mesmo por várias máquinas espalhadas por diversas partes do mundo".

Laboratório em um robô
Todo o veículo, inclusive a parte mecânica e de telecomunicações, foi desenvolvido no laboratório do IQ, com o envolvimento de pesquisadores de iniciação científica e pós-graduação. Para a parte motora foi utilizada a base de um quadriciclo, onde foram acoplados os dispositivos de análise e os computadores que transmitem os dados coletados a uma base, por um sistema semelhante ao de rede wireless (sem-fio) de computadores.

O Loar 3 carrega dois instrumentos de análise: um biossensor, desenvolvido na Universidade do Texas com a participação de Carlos Neves, pós-doutorando do IQ; e um equipamento para eletroforese capilar, montado na USP.

Gases sarin, VX e o gás mostarda: biossensor detecta vestígios no ar

O biossensor é capaz de detectar, no ar, vestígios de armas químicas baseadas em agentes que atuam sobre o sistema nervoso, como os gases sarin, VX e o gás mostarda, entre outros compostos utilizados em guerras químicas. Todos eles, ao entrar na corrente sanguínea, hidrolisam (decompõem em contato com a água), e geram uma substância tóxica que age no sistema nervoso central. O dispositivo trabalha com uma enzima que consegue detectar se o que está no ar analisado pode provocar este tipo de intoxicação – sem precisar, porém, qual o agente utilizado.

Já o equipamento de eletroforese capilar coleta amostras do ar, transfere para a água, separa todos os componentes coletados, e detecta se existe algum agente químico, além de especificá-lo.

A eletroforese capilar já é um procedimento largamente utilizado em análises químicas e biológicas. O equipamento levado pelo Loar 3, entretanto, foi desenvolvido especificamente para as condições previstas, sendo adaptado, por exemplo, para o suportar o movimento do veículo.

O biossensor serviria para dar uma resposta rápida, e o o dispositivo de eletroforese capilar um retorno mais completo, dizendo que tipo de agente foi lançado.

O projeto foi financiado pelo Office of Naval Research – Global (ONRG), departamento de pesquisa ligado à marinha dos EUA. Atualmente, a equipe de Lago avalia a possibilidade de dar continuidade à pesquisa, aprimorando o equipamento. "Podemos prosseguir com o projeto, desde que nos sejam dadas condições de priorizar pontos de interesse acadêmico dentro da química", ressalta o docente.

Imagens: Marcos Santos 
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Sisal é alternativa de baixo custo para compor alvenaria

O sisal melhora as caracteristicas mecanicas do bloco de concreto

O sisal é uma alternativa barata para ampliar a resistência de blocos de concreto. A comprovação foi feita em pesquisa realizada na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. A engenheira civil Indara Soto Izquierdo escolheu o material pelo baixo custo de produção atrelado à possibilidade de alto valor agregado, com o aumento de resistência dos blocos. "A escolha também possibilita uma nova perspectiva de comércio para as fibras de sisal produzidas em comunidades carentes, ampliando seu uso em um amplo mercado como o da construção civil", afirma a pesquisadora. A fibra natural de sisal, além de proporcionar o aumento de renda de quem a produz, é biodegradável e natural, produzindo pouco impacto ambiental.

Os estudos sobre a viabilidade de uso da fibra de sisal em blocos de concreto constam na pesquisa Uso de fibra natural de sisal em blocos de concreto para alvenaria estrutural. A  dissertação foi orientada pelo professor Marcio Antonio Ramalho, do Departamento de Engenharia de Estruturas da EESC.

As folhas do sisal, que podem chegar a dois metros de comprimento, apresentam altos teores de celulose e lignina, substâncias que determinam alta resistência e elasticidade. Assim, as fibras de sisal quando inseridas no bloco de concreto permitem a melhoria das características mecânicas: como a tração, força que alonga o objeto até a rompimento do material; a ductibilidade, que é o grau de deformação que um material pode suportar; e a tenacidade, que é o impacto necessário para levar um material à ruptura.

Indara explica que "a ruptura de blocos de alvenaria normalmente ocorre devido à tração do bloco, força que estica o material no sentido oposto ao natural, provocando fissuras ou rachaduras. Com as fibras de sisal, há maior resistência à tração, porque a fratura é retardada e as fissuras ou rachaduras têm seu crescimento limitado pela presença das fibras".

Para o desenvolvimento deste estudo, a pesquisadora utilizou fibras de sisal vindas da Bahia e blocos de concreto produzidos em Limeira, São Paulo. Além disso foi feita a caracterização da fibra e dos blocos reforçados com sisal, a fim de garantir o correto desempenho dos materiais nos ensaios.

Ductibilidade
O sisal possibilita à parede maior ductibilidade, isto é, ganho na capacidade de deformação sob a ação de cargas, que permite a antecipação de reformas e a percepção da possibilidade de um desabamento.

" O concreto, em geral, é frágil. Em construção com alvenaria tradicional, a ruptura é brusca e praticamente instantânea, similar a uma explosão. Já no caso do bloco com sisal, a estrutura antes de desabar sofre grandes deformações, porque o sisal mantém as partes unidas. Com isso aumenta o tempo para que pessoas que estejam em um edifício prestes a cair saiam dele em segurança", descreve Indara.

Valor agregado

A maior parte da produção brasileira de sisal encontra-se no Nordeste

Outro fator que faz o sisal ser um material bem visto para a inserção na construção civil é o baixo valor agregado ao custo na produção de blocos.

O Nordeste brasileiro é a região que mais produz sisal, com destaque para o Estado da Bahia, principalmente em pequenas comunidades que o utilizam como base da economia local.

A venda da fibra de sisal varia por tipos e peso. A fibra do tipo1, que é a mais resistente, é vendida a um preço médio de R$ 2,50 por quilo (kg). A quantidade misturada na produção de blocos é bem inferior a um kg. Foram utilizados 4kg de fibras, o equivalente a R$ 10,00,  para fazer 120 blocos.

Indara considera, no entanto, que o maior valor social agregado "é a possibilidade do aumento nas vendas de sisal produzidos em comunidades que subsexistem deste comércio".

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sábado, 14 de maio de 2011

Ação Global realizará mais de mil casamentos

Mutirão de cidadania, organizado pelo SESI e a Rede Globo, oferecerá serviços de saúde, educação, esporte, cultura e lazer em todo país

Muitas vezes é difícil para os casais conseguirem juntar dinheiro e enfrentar a burocracia do casamento civil. Mas a Ação Global vai tornar possível este sonho de milhares de pessoas. O programa, do Serviço Social da Indústria (SESI) e da Rede Globo e outros 2.600 parceiros, organizou casamentos coletivos gratuitos em diversos locais do país.

Além de regularizar a situação de mais de mil casais, em algumas localidades, a Ação Global, que ocorrerá neste sábado, 14 de maio, oferecerá serviços de maquiagem e cabeleireiro para as noivas. Em localidades, como em Caaporã, na Paraíba, o casamento coletivo de cem casais será comemorado com bolo.

Também haverá orientação jurídica para quem quer oficializar uma união estável. Em Porto Alegre, onde a Ação Global será realizada no Bairro Rubem Berta, uma parceria entre o SESI/RS, o Fórum Regional do Sarandi, em Porto Alegre, e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai disponibilizar orientação e encaminhamento da documentação para união estável de homossexuais.

A união estável entre pessoas do mesmo sexo, reconhecida na quinta-feira, 5 de maio, pelo Superior Tribunal Federal (STF), por dez votos a zero, equipara os direitos da união homossexual à heterossexual, e garante herança, comunhão parcial de bens, pensão alimentícia e previdenciária, licença médica, inclusão do companheiro como dependente em planos de saúde e outros benefícios. Alguns estados, como Paraná e Goiás, já realizaram as primeiras uniões estáveis deste tipo.

Ao oferecer esse tipo de serviço, a Ação Global, programa do SESI em parceria com a Rede Globo, amplia as ações de promoção à cidadania que, desde 1995, beneficiam a população de todo o país. "A Ação Global é uma iniciativa que facilita o acesso das pessoas à Justiça", afirma o juiz Marco Aurélio Xavier, da 1ª Vara Cível do Fórum Regional do Sarandi, em Porto Alegre.  Ele e o presidente da OAB/RS, Cláudio Pacheco Prates, vão trabalhar na Ação Global. "A OAB tem um compromisso com a cidadania e não poderia deixar passar em branco a Ação Global", diz Pacheco.

A presença do juiz e dos advogados garantirá à população atendimentos do ministério público, serviços de tabelionato, cartório, defensoria pública, justiça comum e ajuizamentos de ações no juizado especial cível e conciliação de conflitos. Além disso, quem visitar a Ação Global no Rio Grande do Sul e nos outros estados encontrará serviços de saúde, educação, cultura e lazer. Os interessados poderão fazer documentos, como carteira de identidade e do Trabalho, buscar informações sobre cursos profissionalizantes e até cortar o cabelo.  

A Ação Global é o maior mutirão de cidadania do país e, este ano, será realizada em 30 localidades do país, simultaneamente. Ao todo serão atendidas mais de 1 milhão de pessoas. Em 16 anos, estima-se que 41 milhões de pessoas tenham sido beneficiadas pelo programa.

Diretoria de Comunicação | Sistema Indústria (CNI SESI SENAI IEL)

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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Brasil lança pacto pela redução de acidentes no trânsito

Com frota motorizada de 66 milhões de veículos, o país registrou 145.920 internações de vítimas dos acidentes. Em 2008, 38 mil pessoas morreram no trânsito 

Nesta quarta-feira (11), o Ministério das Cidades e Ministério da Saúde lançaram o Pacto Nacional pela Redução dos Acidentes no Trânsito – Pacto pela Vida. A meta é estabilizar e reduzir o número de mortes e lesões em acidentes de transporte terrestre nos próximos dez anos, como adesão ao Plano de Ação da Década de Segurança no Trânsito 2011-2020, lançado hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
 
"O Brasil vive hoje uma epidemia de acidentes de motocicleta. Houve uma explosão no número de atendimento por conta disso, os gastos com a internação por acidentes de moto dobraram entre 2007 e 2010. Só no ano passado, foram 150 mil internações por causa de acidentes", alertou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo ele, a melhora na qualidade do atendimento de emergência realizado pelo SAMU/192, que passou a contar com profissionais mais capacitados, evitou o aumento da mortalidade por acidentes. Padilha propôs fixar metas para redução do número de acidentes nos estados.

No lançamento do Pacto, também foram apresentados dados de uma pesquisa inédita, patrocinada pelo Ministério da Saúde, que analisou a associação entre o consumo de álcool e os acidentes de trânsito em seis capitais do país – Recife, Manaus, Fortaleza, Brasília, São Paulo e Curitiba. O estudo mostra que pedestres, ciclistas e passageiros também são responsáveis pelos acidentes de trânsito e reforça a necessidade de políticas públicas de educação voltadas a esses públicos.

MOBILIZAÇÃO - Em todo o mundo, a mobilização será marcada pela iluminação na cor amarelo-laranja dos principais monumentos públicos de cada país – no Brasil, serão iluminados o Cristo Redentor (RJ) e o Edifício Sede do Ministério da Saúde, em Brasília. Com a adesão ao Pacto, o governo brasileiro assume o compromisso internacional de reduzir as mortes a partir de um plano de ação nacional que será divulgado em setembro de 2011.

Em 2010, foram realizadas 145.920 internações de vítimas dos acidentes no trânsito financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com um custo de aproximadamente R$ 187 milhões. Os homens representaram 78,3% das vítimas (114.285), enquanto as mulheres representaram 21,7%. A maioria das pessoas internadas tinha entre 15 e 59 anos: faixa etária de 84,9% dos homens e 70,8% das mulheres. A região Sudeste concentra quase metade dessas internações – 44,9%. 
Os dados do Ministério da Saúde também mostram que a cada 100 mil brasileiros, 76,5 foram internados em 2010 em decorrência de acidentes no trânsito. As maiores taxas são entre os motociclistas (36,4 por 100 mil) e pedestres (20,5 por 100 mil).

MORTES – De acordo com o Sistema de Informação de Mortalidade, do Ministério da Saúde, o país fechou o ano de 2008 com 38.273 mortes causadas pelo trânsito. São quase dez mil mortes a mais do que as registradas no ano 2000, quando 28.996 pessoas perderam a vida no trânsito – tanto nas cidades quanto nas estradas.

A análise dos dados mostra um aumento marcado entre as vítimas das motocicletas, sejam passageiros ou condutores. Das vítimas fatais em 2008, 8.898 estavam em motocicletas. "O aumento da motorização do país nos últimos anos, e particularmente o uso de motocicletas e ciclomotores, que são modalidades de transporte bastante vulneráveis, dificultam a queda das taxas de mortalidade provocadas pelo trânsito", explica o diretor do Departamento de Análise de Situação de Saúde, Otaliba Libânio.

CINTO DE SEGURANÇA – De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 74 unidades de serviços sentinelas de urgência e emergência em 23 capitais e no Distrito Federal, entre setembro e novembro de 2009, menos da metade das vítimas atendidas nesses serviços usavam o cinto de segurança (43%), sendo o uso mais freqüente pelos homens (49%) do que pelas mulheres (36%).

Quanto ao uso de capacete, 65% dos motociclistas e passageiros usavam esse item de segurança, sem diferenças significativas entre os sexos. Essas informações fazem parte do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva Inquérito). A amostra é composta por 35.646 atendimentos a vítimas de acidentes em geral, dos quais 27,9% 9.934 foram a vítimas no trânsito.
ACIDENTES – O Brasil registrou 428.970 acidentes de trânsito em 2008, de acordo com o Anuário do Registro Nacional de Acidentes e Estatísticas de Trânsito (RENAEST). O número de veículos envolvidos foi de 597.786, dos quais 246.712 foram automóveis; 200.449 motocicletas; 54.463, caminhões; e 32.496, bicicletas. Esses acidentes produziram 619.831 vítimas não fatais. O RENAEST é alimentado por informações dos órgãos do Sistema Nacional de Trânsito – SNT (DETRAN, órgãos municipais de trânsito, DER e Polícia Rodoviária Federal).

FROTA BRASILEIRA –O Brasil registra uma frota motorizada de 66.116.077 de veículos, dos quais 57% são automóveis. As motos, motonetas e ciclomotores representam 26% da frota nacional, com maior concentração nas regiões Sul e Sudeste – que concentram 60% das motos que circulam no país. As informações são do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), com dados de março de 2011.
Se analisada a proporção entre automóveis e motos, há diferenças significativas entre as regiões do país. Enquanto no Sul e Sudeste as motos são 20% da frota, no Centro-Oeste essa proporção sobe para 29%. No Nordeste são praticamente similares (43% de automóveis e 41% de motos) e, no Norte, o percentual de motos (45%) já supera o de automóveis (36%).

PANORAMA MUNDIAL – No cenário mundial, o Brasil ocupa o quinto lugar entre os recordistas em mortes no trânsito, atrás da Índia, China, Estados Unidos e Rússia segundo o Informe Mundial sobre a Situação de Segurança no Trânsito, publicado em 2009. A estimativa da OMS é que, em todo o mundo, cerca de 1,3 milhões de pessoas perdem suas vidas anualmente no trânsito e cerca de 50 milhões sobrevivem feridas. O custo global é estimado em US$ 518 bilhões por ano; os custos dos acidentes de trânsito já foram estimados em 1 a 2% dos PIB dos países.
 
AÇÕES E COMPROMISSOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE:
  1. Aprimoramento e Integração das bases de dados dos vários setores (Segurança Pública, Saúde, Transporte/Trânsito e outros) para a produção de análises de tendências e cenários, monitoramento de indicadores e identificação de pontos críticos (áreas quentes) de ocorrências das lesões e mortes no trânsito;
  2. Vigilância dos fatores de risco e proteção relacionados às ocorrências das lesões e mortes no trânsito;
  3. Prevenção de violências e acidentes por meio da Rede Nacional de Núcleos de Prevenção de Violências e Promoção da Saúde;
  4. Implementação da Rede de Atenção às Urgências com priorização nas vítimas do trânsito (ênfase em motociclistas);
  5. Apoio aos Estados e Município nas ações educativas, preventivas e de promoção à saúde em articulação com outros setores governamentais e com a sociedade civil, a exemplo do Projeto de Redução da Morbimortalidade por Acidentes de Trânsito e do Projeto Vida no Trânsito;
  6.  Advocacy na implementação de leis protetoras da vida e na implementação de espaços seguros e saudáveis;
  7. Desenvolvimento de estudos e pesquisas e a capacitação de recursos humanos, dentre outras ações voltadas para a vigilância e prevenção das lesões e mortes no trânsito.
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Reabilitação de usuário de crack depende de ações integradas



Consumo de crack pode ser sintoma de exclusão e abandono social

O consumo do crack, muitas vezes, é apenas um sintoma do abandono e da exclusão socioeconômica em que a pessoa se encontra, segundo revela a pesquisadora e psicológa Luciane Marques Raupp, em estudo da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. A pesquisa se concentrou durante seis meses na região da Cracolândia, em São Paulo, e um ano em diversas regiões de Porto Alegre.

Segundo Luciane, "a droga não é só problema de saúde. Também é um problema social, econômico e de segurança pública, por isso, exige ações integradas que envolvam estas áreas. Atualmente, se usa repressão e curtas internações, o que raramente funciona", afirma. De acordo com a psicológa, estas ações devem abordar áreas que trabalhem em conjunto para reabilitar o usuário e reinseri-lo na sociedade, oferecendo aos dependentes que estão na rua:  moradia, orientação profissional, acompanhamento médico e psioclógico.

A pesquisa se baseou em entrevistas informais e observação participante em locais de intenso movimento de venda e uso da droga na região central de São Paulo e Porto Alegre. Empregando o método etnográfico, que tem por premissa uma imersão no campo de pesquisa, a pesquisadora buscou interagir com os entrevistados durante um longo período de tempo, em momentos de socialização e uso de drogas. O estudo visou descrever os circuitos onde viviam e interagiam os pesquisados, seu perfil, padrões de sociabilidade e a relação entre uso da droga, autocuidado e autocontrole.

Após as entrevistas os dados eram transcritos para um diário de campo. A análise deste diário sugere uma estreita relação entre o contexto social dos usuários e seu padrão de uso de crack. Segundo o estudo, a grande maioria dos dependentes das regiões estudadas estavam morando nas ruas e apresentavam um padrão de uso compulsivo da droga, ou seja, deixavam em segundo plano o autocuidado ou quaisquer outras atividades frente ao consumo frenético do crack. Entre uma minoria de usuários verificou-se um padrão de uso controlado de crack, com a aplicação de estratégias de autorregulação do uso.

Cotidiano dos usuários
A maioria dos usuários que participou do estudo estavam "em trânsito pela rua". Ou seja, ficam na rua e se entregam ao consumo de crack, porém quando conseguem um emprego ou retomam vínculos sociais, saem das ruas e diminuem o consumo. Contudo, quaisquer reviravoltas os fazem retornar ao consumo compulsivo da droga.
Enquanto estão sob consumo intenso do crack, os dependentes dividem seu tempo entre atividades de sobrevivência e de captação de dinheiro para a compra da droga. Após consumirem a droga, eles retornam às atividades de sobrevivência, completando, assim, o círculo vicioso.

Cracolândia
Diferentemente de Porto Alegre, onde o tempo de pesquisa foi maior devido a necessidade de inserção e descoberta dos circuitos, em São Paulo a pesquisa se concentrou na Cracolândia.
Com o apoio da ONG "É de Lei", formada por agentes de redução de danos, a pesquisadora conseguiu abordar com mais facilidade os usuários da droga. "Devido ao tipo de trabalho realizado pelos agentes, os quais se apresentavam despidos de preconceitos, facilitando um acesso mais tranquilo e informal aos usuários", diz Luciane.

O trabalho de campo foi realizado durante o dia, o que implica em um recorte do tipo de usuário. Com isso, "abordamos, majoritariamente, moradores de rua sem vínculos econômicos e sociais, que se entregavam ao crack", diz.

Para a pesquisadora, a Cracolândia faz parte da degradação que o centro histórico de São Paulo sofreu após as décadas de 1950 e 1960, quando foi abandonado pela elite paulistana, pelo surgimento de novas centralidades. "A Cracolândia existe porque os moradores de rua e os usuários dependem do centro para sobreviver. Por isso, a repressão não consegue os expulsar. Sob esta ótica, a Cracolândia possui como que uma função social", argumenta.

Programas mais abrangentes e que congregam ações integradas para o combate do consumo de crack e reablitação dos usuários já existem na capital paulista. Contudo, segundo Luciane, não dão conta da demanda e, além disso, não abordam todas as complexidades do tema. "Estes programas atuais não oferecem o tempo e o suporte necessário para o morador de rua e usuário de crack se adaptar a uma vida estruturada e regrada, o que é fundamental para sua reabilitação", conclui.

Leia também:

Aliança pela Vida credencia instituições para atendimento de dependentes químicos
Minas Gerais é referência para a Comissão de Combate às Drogas da Câmara Federal
SUS terá mais 3,6 mil leitos exclusivos para atendimento a usuários de crack 
Rede de assistência aos usuários de crack será reforçada em MG
R$ 4 bi para enfrentar crack e outras drogas
Cartão Aliança pela Vida
Anastasia fala sobre o Cartão Aliança pela Vida
Aliança pela Vida faz disparar procura por atendimento
Antonio Anastasia promove aliança com a sociedade para combate às drogas
Reabilitação de usuário de crack depende de ações integradas
Divulgado edital para atendimento aos dependentes de crack
Foco da Lei de Drogas também foi o de garantir tratamento ao usuário
Projeto prevê detenção para usuário de drogas para facilitar internações
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http://www.brasil.gov.br/enfrentandoocrack
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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Hotel Unique inova e lança projeto U Bike - programa de Cicloturismo Urbano

Desde a sua inauguração, há 8 anos, o Hotel Unique integrou-se completamente a cena cosmopolita de São Paulo. Sua arquitetura moderna e arrojada, aliada ao conceito de oferecer uma nova experiência em estadia, elevou o Unique como referência na hotelaria de luxo no Brasil.

Sempre antenado com novas ações, o Hotel Unique anuncia uma parceria com um projeto inovador: o U-Bike, novo programa de mobilidade que trará o cicloturismo à cidade de São Paulo. O objetivo do Projeto U-Bike é desenvolver um programa de mobilidade sustentável na capital, interligando o meio bicicleta com rotas turísticas alternativas, proporcionando ao turista uma outra visão de São Paulo, mais sustentável e menos poluída.

Desenvolvido pela consultoria Green Mobility, especializada no desenvolvimento de projetos de mobilidade sustentável, o projeto conta também com o apoio da Caloi e baseia-se em uma ideia inovadora: proporcionar aos hóspedes nacionais e internacionais a possibilidade de conhecer e vivenciar São Paulo em duas rodas.

O Unique é o primeiro hotel no Brasil a receber o projeto piloto do U-Bike. A partir desse mês, o programa estará aberto aos hóspedes do Unique e também ao público em geral. Inicialmente, os tours serão realizados apenas nos fins de semana, sempre no período da manhã. 

Dentro do Hotel Unique, os turistas brasileiros e de outros países,  interessados em conhecer a cidade pelo ângulo da mobilidade sustentável, terão à disposição um serviço de locação de bicicletas, equipamentos de segurança e o acompanhamento de um `personal biker`, um profissional capacitado para promover os roteiros pela cidade.

Os passeios são realizados em grupos e começam com uma concentração no hotel, acompanhando de um alongamento às 08:30. O bike tour começa às 09:00. Entre as opções de roteiros, o  turista poderá visitar os principais parques e museus espalhados ao longo da ciclofaixa de São Paulo, ou fazer um roteiro com os principais trabalhos de Street Art da cidade, além de ter a chance de desvendar os mistérios que envolvem o bairro da Liberdade e a sua gastronomia oriental, visitar um circuito de lojas de jovens designers ou até mesmo apreciar as grandes criações nos ateliers de artistas consagrados.

Os interessados poderão agendar os passeios diretamente na recepção do hotel ou através do site www.u-bike.com.br.

Hotel Unique
Avenida Brig. Luiz Antônio, 4700  Jardim Paulista
Tel.: (11) 3055-4700
www.hotelunique.com.br

Mirella Miranda | Holofote

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Comperj utilizará projeto inédito de reuso de água

Petrobras e Cedae assinam contrato para fornecimento de água de esgoto para operação do Comperj

A Petrobras e a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro - Cedae assinaram um contrato para reuso de água no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A cerimônia de assinatura foi realizada no Palácio Guanabara com a presença do governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, do diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, do presidente do Comperj, Nilo Vieira, e do presidente da Cedae, Wagner Victer.

O projeto inédito no país levará água de esgoto da Estação Alegria para tratamento e uso industrial no Comperj. A água fornecida servirá para os processos de geração de vapor e resfriamento de caldeiras, entre outros. A vazão prevista para o empreendimento pode alcançar até 1500 litros por segundo, quantidade equivalente ao consumo de uma cidade de 500 mil habitantes, como Niterói.

"O ganho ambiental é notável, pois, no processo industrial, o Comperj não vai usar um litro de água potável que seria utilizado para consumo humano. É um negócio fabuloso, que não existe em nenhum projeto hoje no Brasil", destacou diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Será construída na Estação Alegria uma unidade de tratamento que produzirá a água industrial para o Comperj. A água chegará ao empreendimento por um duto submarino, que cruzará a Baía de Guanabara.

A Petrobras já realiza o reúso de água em outras unidades de refino. Em 2010, a Companhias alcançou, só na área de refino, uma economia de 16,5 bilhões de litros de água, através de ações de otimização do uso da água em seus processos. Um exemplo é o sistema de tratamento de água e efluentes da Refinaria de Capuava, em São Paulo, que se tornou a primeira refinaria da América Latina com descarte zero de efluentes.

O empreendimento

Maior empreendimento da história da Petrobras, o Comperj tem o início de operação da primeira fase da Refinaria previsto para o final de 2013, com capacidade de processamento de 165 mil barris de petróleo por dia. Na segunda fase da Refinaria, prevista para 2018, será atingida capacidade total de 330 mil barris de petróleo por dia. Estima-se que o empreendimento vai gerar mais de 200 mil empregos diretos, indiretos e por efeito renda.

Petrobras | Gerência de Imprensa/Comunicação Institucional
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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Petrobras inicia produção do TLD de Lula Nordeste

A Petrobras iniciou ontem (26 de abril) o Teste de Longa Duração (TLD) na área nordeste do Campo de Lula, no antigo bloco exploratório BM-S-11, no Pré-sal da Bacia de Santos, a cerca de 300 quilômetros da costa do Rio de Janeiro.

O TLD está sendo realizado no FPSO BW Cidade de São Vicente, ancorado na profundidade de 2.120 metros. A produção deverá ficar em torno de 14 mil barris de petróleo por dia.

As informações obtidas no Teste de Longa Duração subsidiarão os estudos para o desenvolvimento do projeto do segundo sistema definitivo de produção a ser instalado no campo, chamado de Piloto de Lula Nordeste, através do FPSO Cidade de Paraty.

Este teste é um projeto do consórcio formado pela Petrobras (operadora, com 65% de participação), BG Group (25%) e Galp Energia (10%).


Imprensa | Petrobras
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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Compartilhamento automático de bicicletas inicia testes

Agência USP

No dia 4 de maio, às 12 horas, acontece o lançamento da fase de testes do Pedalusp, um sistema automático de compartilhamento de bicicletas para alunos, professores e funcionários da USP na Cidade Universitária (Zona Oeste de São Paulo). A implementação servirá para testar a tecnologia desenvolvida na Escola Politécnica (Poli) da USP para o sistema em duas estações, nos prédios do Biênio e da Mecânica, Naval e Mecatrônica da Poli. Os testes devem seguir até novembro.

Mecanismo reconhece cartões de identificação e travas das bicicletas

O Pedalusp foi concebido pelos engenheiros mecatrônicos Maurício Massao Soares Matsumoto e Mauricio Serrano Goy Villar. Ao longo de um ano, eles trabalharam para desenvolver o mecanismo de reconhecimento dos cartões de identificação e as travas das bicicletas interligadas ao sistema. Toda a tecnologia foi idealizada e criada por eles, com a colaboração de empresas prestadoras de serviços.

A idéia surgiu durante os dois anos de estudos nas "Ecole Centrale" na França para a obtenção do duplo diploma em engenharia concedido pelo convênio firmado entre instituições francesas e a Poli. A observação dos sistemas franceses de compartilhamento de bicicleta (nas cidades de Paris, Marseille e Lyon) inspirou os então estudantes a desenvolverem seu próprio sistema.

Utilização
O sistema será composto de estações automáticas estrategicamente distribuídas pela Cidade Universitária com a função de armazenar as bicicletas e disponibilizá-las aos usuários a qualquer hora do dia. No momento da primeira utilização, os usuários precisarão se cadastrar ao sistema na central de operações do Pedalusp usando seu cartão de identificação USP.

Também será necessário cadastrar uma senha pessoal. Quando o usuário for retirar uma bicicleta, sempre será necessária a utilização dos mesmos cartão e senha no terminal de atendimento da estação. O uso é gratuito, desde que a devolução da bicicleta seja feita em qualquer estação dentro do tempo permitido.

O sistema de compartilhamento foi tema do trabalho de conclusão de curso que Maurício Massao Soares Matsumoto e Mauricio Serrano Goy Villar desenvolveram juntos na Poli, e serviu como marco inicial para o Pedalusp. Depois da conclusão do curso, o trabalho foi apresentado à Coordenadoria do Campus da Capital (Cocesp) da USP que apoiou institucional e financeiramente o projeto e deixou a execução a cargo de seus idealizadores.

O lançamento da fase experimental do Pedalusp ocorrerá no dia 4 de maio, às 12 horas, no prédio da Engenharia Mecânica da Poli (Av. Prof. Mello Moraes 2231, Cidade Universitária, São Paulo). Também está disponível um site sobre o projeto, no endereço http://pedalusp.blogspot.com .

(Com informações do Serviço de Comunicação Social da Poli)

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Concreto com menos cimento reduz impacto ambiental

Concreto é o material mais utilizado na construção civil

A produção de concreto de alta resistência, com menor impacto ambiental e, custo reduzido acaba de ser obtida em uma pesquisa desenvolvida na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. "A pesquisa teve como objetivo buscar tecnologia que possibilitasse um concreto autoadensável, com baixo consumo de cimento Portland, e de alta resistência (fcm = 65 MPa aos 28 dias)", conta o engenheiro civil e autor do estudo Tobias Pereira. Segundo ele, a fórmula (fcm = 65 MPa aos 28 dias) significa que o concreto pudesse, em 28 dias, suportar a compressão de 65 Mpa (megapascal – valor que expressa resistência à compressão) e, por fim, ainda viesse a ter alta durabilidade. A pesquisa teve a orientação do professor Jefferson Libório, chefe do Laboratório de Materiais Avançados à Base de Cimento (LMABC) do Departamento de Engenharia de Estruturas.

Para a realização desta pesquisa, o engenheiro utilizou modelos teóricos e práticos de distribuição granulométrica dos tamanhos de partículas para a composição do concreto, além de um aditivo superplastificante composto por policarboxílicos, que permite que o concreto se torne mais fluido sem adicionar muita água, e de adições minerais correspondendo a 10% da massa de cimento Portland adicionado.

Em geral, a recomendação de uso de altas quantidades de cimento Portland ocorre devido à necessidade de alta resistência do concreto, por exemplo, em pilares de edifícios altos ou em peças de sustentação em grandes vãos.

Porém, altas quantidades de cimento aumentam o calor de hidratação, ocasionado pela reação química entre o cimento e a água. Este calor, quando liberado,atua aumentando a temperatura do concreto, que se expande e acaba por ter maior propensão a rachar, o que implica na diminuição da resistência mecânica e na possibilidade de penetração de água ou infiltração de umidade do meio ambiente.

Na produção de concreto, 90% do CO2 vem da fabricação do cimento Portland

Redução do Impacto Ambiental
O maior problema quanto ao uso do cimento Portland em altas porcentagens é que atribui à produção de concreto a característica de vilã ambiental, pois implica na produção de 90% de gás carbônico da indústria de concreto.

O pesquisador explica que, "a intenção era produzir um concreto que utilizasse apenas 350 quilos por metro cúbico (kg/m³) do cimento Portland, bem menos do que os 500 Kg/m³ de um concreto tradicional. Mas os resultados encontrados foram até melhores, porque mais baixos, chegaram a apenas 325 kg/m³."

Esta redução na quantidade de cimento sinaliza a possibilidade da diminuição da produção de cimento e, consequentemente, a diminuição de emissão de gás carbônico e menor impacto ambiental. Além do barateamento da produção de concreto".

Descobertas
A mais na composição diferenciando-se de um concreto tradicional, foram utilizadas fibras de poliamida ou lã de rocha. Os resultados foram melhores do que os esperados, pois "em um concreto tradicional, em caso de incêndios, a água que permeia o concreto se expande em forma de gás e há a possibilidade de explosão. Porém, havendo a fibra de poliamida, esta derrete formando canalículos que acabam por auxiliar na liberação do vapor, diminuindo a possibilidade de explosão." afirma o pesquisador.

Já ao se adicionar lã de rocha, a surpresa foi ainda maior porque "apesar de não contribuir para diminuir a possibilidade de explosão do concreto em situações de incêndio, observou-se que esse tipo de fibra contribui para aumentar a resistência à abrasão do concreto, ou seja, diminuir a possibilidade de erosão. Este resultado indica que concretos com esse tipo de fibra podem ser uma boa opção para aplicá-los em pavimentos", acrescenta o pesquisador.

Concreto autoadensável
Um dos processos durante a produção do concreto é denominado vibração, ela é essencial para a retirada de ar aprisionado da massa e também para tornar o concreto mais homogêneo ao preencher as fôrmas e envolver as armaduras.

O engenheiro ressalta, no entanto, que o concreto obtido por meio do estudo "é autoadensável e não necessita ser vibrado para que tome forma, ele acaba por se moldar às formas com o próprio peso."

A ausência da vibração elimina uma etapa da moldagem do concreto o que consequentemente gera redução do tempo de construção e do custo de fabricação .

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Hotelaria estrangeira aposta no Brasil

Crescimento do turismo, Copa 2014 e Olimpíadas 2016 impulsionam expansão das redes hoteleiras nacional e estrangeira 

Brasília, DF (18/04/11) - O turismo brasileiro está em alta na economia mundial. Os recentes resultados revelam que nunca foi tão vantajoso apostar na cadeia produtiva. Atualmente o setor é responsável por 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e registra um crescimento de 10% ao ano em média.

De olho neste potencial, grandes grupos do setor hoteleiro internacional já bateram o martelo: pegarão carona na boa fase do mercado e aproveitarão as oportunidades abertas com a Copa do Mundo de 2014 e com as Olimpíadas de 2016. 

A rede Hilton Hotels Corporations (Hilton Worldwide) é um exemplo. Com mais de 3,7 mil hotéis em 82 países, o grupo elegeu a expansão no país como prioridade para 2011. Atualmente, a companhia tem dois hotéis no país, um em São Paulo (SP) e outro em Belém (PA). Há acordos assinados para instalações em Salvador e Itacimirim, na Bahia. Capitais como Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG) também estão na mira da rede. 

Já há profissionais em solo nacional negociando parcerias com empresas concessionárias. A bandeira Hampton, por exemplo, deverá ser uma das primeiras a sair do papel pelo Grupo Hilton para concorrer no mercado low cost. Nesse caso, o foco é um novo tipo de turista que começa a desbravar o que os destinos brasileiros têm de melhor. 

"O Brasil é a economia mais importante da América do Sul e uma das maiores economias em desenvolvimento do mundo. Isso, combinado com a falta de hotéis com bandeiras internacionais no mercado, traz uma oportunidade muito atraente para a rede Hilton de hotéis de expandir os seus negócios", afirma Ted Middleton, vice-presidente sênior de Desenvolvimento para as Américas. 

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), com a classe C e D colocando o turismo em sua cesta de consumo, mais de 30 milhões de pessoas deverão se hospedar pela primeira vez em um hotel ao longo da próxima década. Em 2010, houve crescimento de 10% da demanda e uma taxa de ocupação média de 65% ao longo do ano. 

De acordo com o secretário Nacional de Programas Regionais de Desenvolvimento de Turismo, Colbert Martins, a ampliação das redes hoteleiras mostra a consolidação do setor no Brasil. "Temos trabalhado para criar um ambiente propício para a cadeia produtiva", destacou Colbert. 

Luxo
Empreendimentos que tem a luxuosidade como conceito também preparam investimentos para os próximos anos. A Whotels, um das marcas mais sofisticadas da gigante Starwood Hotels, presente em 100 países, já está com passagem comprada para o mercado brasileiro. Em lista de espera, estão as duas bandeiras com padrão mais alto do grupo, o St. Regis e o The Luxury Collection.

De acordo com o presidente da divisão para a América Latina da companhia, Osvaldo Librizzi, o Brasil desperta interesse especial por conta da Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016. "No último ano, a Starwood preparou a base para o desenvolvimento no país e foi a primeira companhia do segmento a lançar websites e ferramentas online para reservas em português, idioma falado por 240 milhões de pessoas em três continentes", afirma. 

Entre os investidores nacionais, o Grupo Fasano, reconhecido pela gastronomia e também pelos "hotéis boutique" no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo, deve desembarcar em Belo Horizonte nos próximos meses. Após comemorar uma taxa de ocupação média de 90% em 2010, a empresa venceu licitação para a compra de um imóvel na capital mineira e deve investir R$ 52 milhões no projeto.

Crédito mais fácil
O Brasil tem hoje cerca de 28 mil meios de hospedagem, entre hotéis, pousadas e albergues. O interesse estrangeiro e nacional em aumentar esse número ganhou um importante parceiro no último ano. O Ministério do Turismo e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desenvolveram uma linha de crédito específica para o setor, destinada à construção, ampliação e reforma de empreendimentos. O valor é superior a R$ 1 bilhão, com prazos estendidos e taxa de juros especiais. 

O objetivo é aumentar a qualidade e a quantidade de quartos do parque hoteleiro que atenderá os 600 mil turistas de fora e os 3 milhões de brasileiros que viajarão durante a Copa do Mundo de 2014. O ProCopa Turismo já tem três projetos contratados, que somam R$ 178,4 milhões em financiamento e devem gerar cerca de R$ 302 milhões em investimentos. Em análise, estão outras cartas-consulta com R$ 104 milhões em pedidos de financiamento.

O maior grupo em operação no país, o Accor, será um dos primeiros a aumentar a disponibilidade de leitos com empreendimentos financiados pelo ProCopa Turismo. Em breve, o Rio de Janeiro receberá o Íbis Copacabana. A companhia tem 170 hotéis na América Latina, 140 deles no país. Outros dezesseis serão construídos no Brasil em 2011.

Outra fonte de crédito recém-aberta são os Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO). O Ministério do Turismo negociou junto a instituições financeiras oficiais novas regras para a utilização desses recursos. O financiamento é específico para a rede hoteleira e gira em torno de R$ 1,3 bilhão.

De acordo com levantamento do Ministério do Turismo, a iniciativa privada deverá investir R$ 9 bilhões em meios de hospedagem até 2019. A grande maioria deles, na Região Nordeste.

Turista satisfeito
Nas próximas semanas, uma iniciativa do Ministério do Turismo promete se tornar mais um diferencial para a credibilidade do setor hoteleiro entre os turistas. Será lançado o Sistema Brasileiro de Classificação dos Meios de Hospedagem, como forma de melhor orientar os turistas na hora de sua escolha. Uma ferramenta de comunicação entre o setor hoteleiro e os turistas, com o objetivo de orientá-los em suas escolhas de maneira clara e objetiva, a classificação de meios de hospedagem é largamente utilizada por países líderes no turismo.

O SBClass é de adesão e adoção voluntária. Mas para isso é necessário que o Meio de Hospedagem esteja com seu cadastro regular no Ministério do Turismo – no sistema Cadastur.

As avaliações nos Meios de Hospedagem serão realizadas por avaliadores competenteso objetivo de orientá-los em suas escolhas de maneira clara e objetiva, a classificação de meios de hospedagem é largamente utilizada por países líderes no turismo.

O objetivo de orientá-los em suas escolhas de maneira clara e objetiva, a classificação de meios de hospedagem é largamente utilizada por países líderes no turismo.Três requisitos serão avaliados: infraestrutura, serviços e sustentabilidade. Um dos objetivos é incentivar medidas permanentes para a proteção de recursos naturais, consumo de água e energia elétrica entre os empreendimentos e também entre os hóspedes. A partir daí, aumentar a interlocução dos meios de hospedagem com entidade de proteção ambiental. 

O novo modelo de qualificação profissional que está sendo implementado na cadeia turística é outro fator que atrai a hotelaria. Cerca de 19 mil empresários, gerentes e profissionais do ramo serão capacitados pelo projeto "Escola Virtual dos Meios de Hospedagem", já iniciado em oito capitais do país. 

Ele faz parte do Bem Receber Copa, principal ação do ministério para qualificar atores do turismo rumo ao Mundial de futebol. A partir de um investimento de R$ 440 milhões, 306 mil profissionais de todo o segmento turístico serão atendidos. Para fazer bonito na Copa, eles também têm à disposição o Olá, Turista!, uma parceria do ministério com a Fundação Roberto Marinho. Oitenta mil profissionais estão realizando aulas de inglês e espanhol. Entre eles, gerentes, porteiros e ocupações da linha de frente dos meios de hospedagem. 

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
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Reuniões da CNIC passam a ocorrer em todas as regiões do País

Primeiro encontro fora de Brasília acontece nos dias 19 e 20 de abril em Aracaju (SE)

A partir desta semana, as reuniões da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) – grupo que dá pareceres a projetos pedindo autorização para captar recursos via Lei Rouanet – passam a ser itinerantes. Os encontros costumavam acontecer em Brasília, mas, com o objetivo de incorporar a diversidade cultural também a essa agenda, o Ministério da Cultura definiu que as reuniões acontecerão em diferentes regiões do país ao longo do ano. A primeira delas será realizada esta semana, nos dias 19 e 20, em Aracaju (SE).

A iniciativa tem como objetivo dar um caráter menos operacional e mais opinativo aos pareceres da CNIC. Belém (PA), São Paulo (SP), Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS) já estão no calendário até o fim do ano. Esses encontros se alternarão com os de Brasília. (Confira o calendário completo aqui).

Além de analisar projetos, os componentes da CNIC assistirão à apresentação da Secretaria de Cultura do Estado e visitarão projetos que tiveram incentivos da Lei Rouanet, de forma a interagir e conhecer mais de perto o que está sendo avaliado, fornecendo subsídios para futuras análises de projetos similares que possam ser apresentados.

Como conseqüência desta itinerância, o Ministério da Cultura acredita que produtores culturais sejam estimulados a apresentar mais projetos para tentar captação por meio de incentivo fiscal à medida que as reuniões da CNIC se realizem nessas diferentes regiões, garantindo, assim, também mais diversificação na natureza e origem dos projetos apresentados.

Transmissão em tempo real

Assim como já vem acontecendo desde setembro do ano passado, as reuniões da CNIC continuarão a ter o áudio transmitido ao vivo no site do Ministério da Cultura – www.cultura.gov.br

A sessão plenária (dia 20) da 186ª Reunião da CNIC será presidida pelo Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Henilton Menezes. Acessando o link, os proponentes e interessados poderão acompanhar as discussões e os pareceres de projetos que serão levados para a plenária pelos integrantes da Comissão. A transmissão em tempo real visa a dar maior transparência à sociedade das discussões dos projetos nas reuniões.

A Comissão Nacional

A Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), composta por representantes de artistas, empresários, sociedade civil e do Estado, é um órgão colegiado de assessoramento integrante da estrutura do Ministério da Cultura, tendo entre outras funções subsidiar as decisões do MinC na aprovação dos projetos culturais submetidos para captação via renúncia fiscal.

Os integrantes do biênio 2011/2012 vêm de um processo seletivo aberto, que teve como novidade uma metodologia que ampliou a representatividade no plenário, expandindo o caráter democrático e a participação da sociedade, já que cada entidade habilitada indicou representante de uma região brasileira. A Comissão é composta por 21 integrantes, entre eles sete titulares e 14 suplentes. (Para conhecer os membros da CNIC, clique aqui.)

Informações ao proponente

- Projetos de Artes Cênicas, Artes Visuais, Humanidades, Música e Patrimônio(61) 2024.2082 e Fale com a Cultura www.cultura.gov.br na Divisão de Atendimento ao Proponente da Sefic/MinC.
- Projetos de Audiovisual – (61) 2024.2272 e savinfo@cultura.gov.br, na Coordenação de Orientação a Projetos da Secretaria do Audiovisual do MinC. 

Outras informações
- (61) 2024.2137 / e-mail cnic@cultura.gov.br com a Coordenadora da CNIC, Érika Freddi

Caroline Borralho – Assessora de Comunicação da Sefic/MinC 
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Estudo indica que brasileiro está fumando menos, mas ainda é sedentário e tem alimentação pouco saudável

Resultados do Vigitel 2010 orientam políticas públicas e vão embasar plano de ação para doenças crônicas não transmissíveis, que será apresentado na ONU, em setembro de 2011

Divulgada nesta segunda-feira (18), em Brasília, a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – Vigitel Brasil 2010 traça o perfil de hábitos que influenciam a saúde do brasileiro. O estudo do Ministério da Saúde aponta redução no consumo de tabaco, principalmente entre homens, numa tendência que vem se confirmando nos últimos cinco anos. Por outro lado, revela aumento na proporção de pessoas com sobrepeso e obesidade; e de mulheres que fazem uso abusivo de bebidas alcoólicas. Confira os detalhes nos links abaixo:

Brasil avança no combate ao tabagismo

http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=12457

Excesso de peso cresce nos últimos cinco anos

http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=12459

Ministério da Saúde investe em ações de prevenção

http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=12458

Agência Saúde

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