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terça-feira, 17 de agosto de 2010

MTV Brasil: Cancelamento do Debate entre Presidenciáveis

A MTV Brasil não vai mais realizar o Debate entre os candidatos a Presidência, que aconteceria no próximo dia 24 de agosto.

 

Dos quatro candidatos convidados (Marina Silva, Plínio Arruda, José Serra e Dilma Rousseff), apenas dois confirmaram presença.O quórum mínimo para a realização do Debate era de três participantes.

 

A emissora estuda uma maneira de aproveitar as perguntas enviadas para os candidatos pela audiência através do Portal MTV (mtv.com.br/tomecontadobrasil). Cinquenta pessoas seriam selecionadas para participar ao vivo do Debate. Mais de mil perguntas foram enviadas.

Anninha Guerra | Assessoria de Imprensa - MTV Brasil


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domingo, 15 de agosto de 2010

Marina aposta na propaganda no rádio e na TV para crescer nas pesquisas

Marcos Chagas | Agência Brasil 
Enviado Especial 

Manaus - A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, aposta nos programas eleitorais no rádio e na TV, nos debates entre os candidatos e no contato direto com os eleitores para passar dos 10% de intenções de votos registrados pelos institutos de pesquisa desde o início da campanha. A partir da próxima terça-feira (17), a propaganda eleitoral gratuita dos candidatos a presidente começa a ser veiculado no rádio e na TV. 

"Não ignoro as pesquisas, mas elas me deixam animada", disse hoje (14), em Manaus, a candidata verde, ressaltando que tem 10% da fatia do eleitorado mesmo sem ter uma superestrutura de campanha e alianças fortes, como as montadas por seus principais adversários, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). 

Logo após participar de sabatina no Fórum Amazônia Sustentável, Marina afirmou que "está feliz" só por ter quebrado o caráter plebiscitário da disputa a presidente entre o PT e o PSDB. "Há três candidatos para a disputa à Presidência da República", afirmou a candidata do PV, que se considera no páreo. 

Marina disse também que pretende investir numa campanha que mexa com o emocional dos eleitores e na mobilização social em torno de sua candidatura. "Isso só vai depender agora do nosso diálogo, falando de coração para coração. Tenho certeza que as Casas de Marina vão se multiplicar aos milhões e vamos conseguir ir para o segundo turno." 

Ela criticou Serra e Dilma e procurou se apresentar, mais uma vez, como uma terceira via para o país que saia da polarização entre o PT e o PSDB. " [Quero] que o eleitor saia do anonimato. Estão dizendo que basta ficar em casa e ir votar ou no que é oficialmente de oposição ou no que é oficialmente da situação e eu estou dizendo a eles para que saiam do anonimato e me ajudem a fazer a sucessão." 

Ele afirmou ainda que os dois adversários construíram alianças pragmáticas, que "só têm a mensagem de que vai ser mais do mesmo". Para Marina esses modelos de alianças, "do poder pelo poder", fizeram com que o PSDB ficasse refém do Democratas durante o governo Fernando Henrique Cardoso e o PT refém dos peemedebistas no atual governo. "Se o que garante o apoio é o que está posto, não venham reclamar depois de fisiologismo." 

Numa referência à última pesquisa Datafolha, divulgada ontem (13) pela TV Globo, na qual Dilma aparece com 41% das intenções de voto, Serra, com 33%, e Marina, com 10%, a candidata do PV lembrou que há 10% de brasileiros que acreditam numa política de visão de longo prazo e não compartilham com a estratégia de construção de alianças para ganhar uma eleição. 

Edição: João Carlos Rodrigues


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Dilma quer incluir financiamento de eletrodomésticos e móveis no programa Minha Casa, Minha Vida

Carolina Pimentel | Agência Brasil 

Brasília - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje (14) que estuda com sua equipe de campanha a proposta de incluir a compra de eletrodomésticos e móveis básicos no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. 

"Isso pode ser bastante acessível, porque vamos comprar unidades em grande escala", disse a candidata à imprensa, antes de gravar seu programa eleitoral de rádio e TV. Segunda a presidenciável, não seria necessário aumentar o volume de recursos do programa para executar a proposta. 

Dilma apresentou sua política habitacional, que tem como base a segunda versão do Minha Casa, Minha Vida – já lançada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O programa prevê um montante de R$ 71 bilhões, de 2011 a 2014, para a construção de 2 milhões de casas populares para famílias de baixa renda, sendo a maioria com renda de até 5 salários mínimos. 

De acordo com Dilma, as famílias não terão de pagar seguro obrigatório e as casas terão aquecimento solar, o que, conforme ela, reduzirá os gastos com a conta de luz. 

"Essa população não pode, de maneira alguma, arcar com o ônus de preço de mercado de R$ 40 mil mínimos, porque não tem condições de pagar", disse a candidata, acrescentando que 98% do déficit habitacional brasileiro atinge a população de baixa renda. 

Outra linha do programa prevê R$ 44 bilhões por ano para financiar compra e reforma de casas para a classe média. Segundo Dilma, o valor é factível, porque, em 2009, foram disponibilizados R$ 34 bilhões. E até junho deste ano, a Caixa Econômica Federal aplicou R$ 22,8 bilhões, de acordo com a candidata. "Um governo é para todos e teremos uma política habitacional para as classes médias", disse a candidata. 

A petista também falou sobre a mais recente pesquisa de intenção de voto do Datafolha, divulgada ontem (13), na qual ela aparece com 41% da preferência do eleitorado, José Serra (PSDB), com 33%, e Marina Silva (PV), com 10%. "Acho que para ganhar as eleições não são as pesquisas que importam. É a gente se esforçar ao máximo para comunicar o programa que nós desenvolvemos de continuidade e de aprofundamento do governo do presidente Lula." 

Perguntada se os valores de indenizações pagos a pessoas torturadas durante a ditadura militar são excessivos, Dilma afirmou que é necessário cuidado com o assunto. "É possível que haja excessos, mas tem de ter cuidado. A indenização para tortura e para torturados é uma indenização pequena para o que a tortura fez com algumas pessoas. Acho que algumas pessoas perderam a energia vital. Não pode se transformar isso em uma tentativa de punir a vítima." O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nos últimos dias revisar indenizações pagas a anistiados do regime militar.

Edição: João Carlos Rodrigues

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Serra defende mais investimentos em saúde e escolas técnicas em visita a Baixada Fluminense

Vladimir Platonow | Agência Brasil 

Rio de Janeiro – O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, defendeu mais investimentos em saúde, com a instalação de ambulatórios médicos de especialidades nas regiões mais pobres do país, e em escolas técnicas, inclusive para formar profissionais de saúde.

O candidato criticou hoje (14) o governo federal pela falta de saneamento na Baixada Fluminense. O tucano esteve em Nova Iguaçu e percorreu um trecho do bairro de Comendador Soares, onde a maior parte das ruas é de terra.

"A obra de saneamento você vê aqui na rua. Fala-se muito de saneamento. O governo federal faz uma propaganda imensa, mas a gente não vê acontecer na realidade. Aqui você tem esgoto à luz do dia. Tem rua sem calçamento à luz do dia. É preciso fazer menos propaganda neste aspecto e fazer mais coisas acontecerem. Tirar realmente do papel", afirmou Serra.

O candidato cumprimentou moradores, entrou nas casas e comeu um churrasquinho em cima de uma laje. Perguntado pelos jornalistas sobre os últimos números divulgados ontem (13) pelo instituto Data Folha, em que aparece oito pontos percentuais atrás da candidata Dilma Rousseff (PT), Serra preferiu não comentar: "Eu não falo de pesquisa. Eu já estive muito na frente, andei para trás, andei para frente. Eu não comento pesquisa, se não a gente não faz outra coisa". 

No final da tarde, Serra inaugurou um comitê de campanha no bairro do Leblon, zona sul do Rio de Janeiro. 

Edição: Rivadavia Severo

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