quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Receita das MPEs paulistas deve crescer 8% em 2010

Em outubro, os pequenos negócios registraram o 13º mês consecutivo de aumento de faturamento
 
São Paulo, 8 de dezembro de 2010 - As micro e pequenas empresas paulistas (MPEs) registraram em outubro deste ano um aumento no faturamento real de 1,5% na comparação com o mesmo período de 2009. Este, o melhor outubro desde 2007, representa o 13º mês consecutivo que, comparado com o mesmo mês do ano anterior, apresenta aumento de receita.

Em termos absolutos, a MPEs paulistas apuraram em outubro de 2010 uma receita total de R$ 25,4 bilhões. Em um comparativo com outubro do ano passado, houve um aumento de R$ 381 milhões. Já na comparação com setembro deste ano, o incremento da receita real foi de R$ 56 milhões.

Por conta dos resultados obtidos até outubro deste ano e das perspectivas para os meses de novembro e dezembro, o Sebrae-SP projeta um aumento de 8% no faturamento real das MPEs sobre 2009.

Na opinião do diretor superintendente da entidade, Ricardo Tortorella, o crescimento do faturamento nas micro e pequenas empresas, na mesma proporção do PIB já era esperado. "Os pequenos negócios tiveram maior flexibilidade para se readaptar após crise e conseguiram recuperar o fôlego neste ano."

Tortorella aposta que, em 2011, as MPEs vão continuar se beneficiando com o aumento do número de consumidores e da renda. "Deverão continuar crescendo no mesmo ritmo do PIB nacional e criando a maioria dos empregos no País."

Serviços na frente
O responsável pela alta em outubro/10 foi o setor de serviços, com aumento de 15,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Comércio e indústria registraram queda de, respectivamente, 3,9% e 2,1%. A explicação para o destaque do segmento de serviços é o fato dele ainda estar se recuperando da crise econômica mundial de 2008. "À medida que as grandes empresas foram atingidas pela crise, reduziram sua demanda de serviços, afetando com defasagem os segmentos de serviços prestados às empresas, por exemplo, contabilidade, publicidade, limpeza e vigilância", afirma Pedro Gonçalves, consultor do Sebrae-SP. E completa: "as empresas do comércio e da indústria, que sentiram primeiro os impactos da crise, já se recuperaram e passam por uma oscilação natural em seus faturamentos".

Por regiões do Estado, as MPEs da capital apresentaram a maior elevação de faturamento na comparação de 12 meses, com 3%; o interior registrou aumento de 2,8%; e a Região Metropolitana, +0,4%. Já o Grande ABC registrou queda de 13,8% no faturamento.

Na comparação mês a mês (outubro sobre setembro), a Capital manteve-se estável (sem variação); o Grande ABC e a Região Metropolitana registraram aumentos de, respectivamente, 4,5% e 1,7%. As MPEs do interior apresentaram queda de 1,4%.
 
Expectativas
 
Em novembro de 2010, 34% dos empresários declararam esperar aumento no faturamento da empresa no próximo semestre, ante 35% em outubro. Em novembro, 37% dos empresários informaram que não têm expectativas quanto à evolução no faturamento para os próximos seis meses, sobre 38% em outubro e 28% acreditam que devem manter o mesmo nível de receita, comparado com 27% em outubro.

Quanto à economia brasileira, em novembro de 2010, a parcela de empresários que acreditam em aumento no nível de atividade da economia nos próximos seis meses é de 32%, 29% acreditam que a economia se manterá no nível de atividade atual e 37% não tem expectativa sobre o nível de atividade da economia brasileira.

Sobre as MPEs
Em São Paulo, existem 1,3 milhão de micro e pequenas empresas nos setores da indústria de transformação, comércio e serviços. Tais empresas representam 98% do total de empresas do estado, gerando de cinco a seis milhões de postos de trabalho (67% das ocupações do setor privado).
 
Para a composição da pesquisa de conjuntura do Sebrae-SP, são entrevistados os proprietários de 2.716 MPEs, com a colaboração da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados).
Veja o estudo completo no portal do Sebrae-SP na internet (www.sebraesp.com.br)

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