quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Pedra do Baú se torna monumento natural

Pedra do Baú se torna monumento natural

Governador de São Paulo assina decreto para proteger a biodiversidade, recursos hídricos e paisagem da área de 3.154 hectares localizada no município de São Bento do Sapucaí (GESP)

Agência FAPESP – O governador do Estado de São Paulo, Alberto Goldman, assinou na segunda-feira (27/12) o decreto de criação do Monumento Natural da Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí (SP).

O processo de três anos consistiu em um suporte especializado, com justificativa técnica, elaboração de mapas e consultoria, audiência pública e a aprovação do projeto por parte do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) em 26 de outubro de 2010.

A área de 3.154 hectares é conservada por meio de uma gestão compartilhada entre a Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo (FF), vinculada à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, e a Prefeitura Municipal da Estância Climática de São Bento do Sapucaí, por meio de um convênio em operação com valor estimado de R$ 300 mil.

De acordo com o secretário estadual do Meio Ambiente, Pedro Ubiratan Escorel de Azevedo, a criação do Monumento Natural Estadual da Pedra do Baú, que será administrada pela FF, tem por objetivo "proteger a biodiversidade, os recursos hídricos e a paisagem local.

"O Complexo da Pedra do Baú vem despertando o interesse de pessoas ligadas à natureza, seja pelo aspecto turístico ou pelo aspecto da preservação de mananciais. Além de todas as riquezas naturais que precisamos preservar, o local é privilegiado para a prática de montanhismo e figura entre os principais pontos de escalada no Brasil", disse.

O monumento está situado em duas Áreas de Proteção Ambiental: a da Serra da Mantiqueira (federal) e a de São Bento do Sapucaí (estadual).

Localizada a cerca de 12 quilômetros da sede do município de São Bento do Sapucaí, a Pedra do Baú, chamada pelos primeiros habitantes de Embahú, que significa "ponto de vigia" em tupi-guarani, recebeu ainda o nome de Canastra – um grande baú de guardar pertences – dado pelos tropeiros e caboclos da região. Este marco na paisagem natural pode ser avistado de diversos municípios da região.

Protegida por matas nativas, a massa granítica mede 340 metros de altura, 540 metros de comprimento, com larguras variáveis, e atinge 1.950 metros de altitude. Foi escalada pela primeira vez pelos sambentistas (naturais de São Bento do Sapucaí) e irmãos Antônio e João Cortez. Com equipamentos rudimentares para a escalada, os aventureiros atingiram o topo em 1940.

Desde então, o acesso ao cume foi facilitado. Com a instalação das duas escadarias de grampos tornou-se desnecessário conhecer técnicas de escalada para atingir o cume, onde ainda se vê os vestígios de um dos primeiros abrigos de montanha do Brasil, construído na década de 50 pelos irmãos Cortez, com a ajuda do empresário Luiz Dummont Villares e moradores da região.

Atualmente, o acesso ao Complexo do Baú (conjunto de montanhas rochosas constituídas pelo Bauzinho, Pedra do Baú e Ana Chata) é acessível desde as cidades de São Bento do Sapucaí e Campos do Jordão, por estrada asfaltada que interliga os dois municípios.

O acesso ao estacionamento, localizado junto ao Bauzinho, de onde partem algumas trilhas de acesso às montanhas do Complexo, é realizado por estrada não pavimentada com 6 quilômetros de extensão.

A Pedra do Baú constitui um dos locais mais procurados para passeio entre os turistas frequentadores de ambos os municípios.

Para os montanhistas que dominam as técnicas apropriadas, há mais de 30 rotas para a prática da escalada em rocha, que colocam o Complexo do Baú entre os mais importantes locais para a prática deste esporte no Brasil.

Estas vias são dos mais variados graus de dificuldade técnica e variam também no seu tamanho, de 10 a 300 metros.

Mais informações: www.ambiente.sp.gov.br/verNoticia.php?id=1074  
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