domingo, 15 de agosto de 2010

Marina aposta na propaganda no rádio e na TV para crescer nas pesquisas

Marcos Chagas | Agência Brasil 
Enviado Especial 

Manaus - A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, aposta nos programas eleitorais no rádio e na TV, nos debates entre os candidatos e no contato direto com os eleitores para passar dos 10% de intenções de votos registrados pelos institutos de pesquisa desde o início da campanha. A partir da próxima terça-feira (17), a propaganda eleitoral gratuita dos candidatos a presidente começa a ser veiculado no rádio e na TV. 

"Não ignoro as pesquisas, mas elas me deixam animada", disse hoje (14), em Manaus, a candidata verde, ressaltando que tem 10% da fatia do eleitorado mesmo sem ter uma superestrutura de campanha e alianças fortes, como as montadas por seus principais adversários, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). 

Logo após participar de sabatina no Fórum Amazônia Sustentável, Marina afirmou que "está feliz" só por ter quebrado o caráter plebiscitário da disputa a presidente entre o PT e o PSDB. "Há três candidatos para a disputa à Presidência da República", afirmou a candidata do PV, que se considera no páreo. 

Marina disse também que pretende investir numa campanha que mexa com o emocional dos eleitores e na mobilização social em torno de sua candidatura. "Isso só vai depender agora do nosso diálogo, falando de coração para coração. Tenho certeza que as Casas de Marina vão se multiplicar aos milhões e vamos conseguir ir para o segundo turno." 

Ela criticou Serra e Dilma e procurou se apresentar, mais uma vez, como uma terceira via para o país que saia da polarização entre o PT e o PSDB. " [Quero] que o eleitor saia do anonimato. Estão dizendo que basta ficar em casa e ir votar ou no que é oficialmente de oposição ou no que é oficialmente da situação e eu estou dizendo a eles para que saiam do anonimato e me ajudem a fazer a sucessão." 

Ele afirmou ainda que os dois adversários construíram alianças pragmáticas, que "só têm a mensagem de que vai ser mais do mesmo". Para Marina esses modelos de alianças, "do poder pelo poder", fizeram com que o PSDB ficasse refém do Democratas durante o governo Fernando Henrique Cardoso e o PT refém dos peemedebistas no atual governo. "Se o que garante o apoio é o que está posto, não venham reclamar depois de fisiologismo." 

Numa referência à última pesquisa Datafolha, divulgada ontem (13) pela TV Globo, na qual Dilma aparece com 41% das intenções de voto, Serra, com 33%, e Marina, com 10%, a candidata do PV lembrou que há 10% de brasileiros que acreditam numa política de visão de longo prazo e não compartilham com a estratégia de construção de alianças para ganhar uma eleição. 

Edição: João Carlos Rodrigues


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