terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Diversidade em busca de direitos iguais



A diversidade é a tônica da VII Conferência Nacional de Assistência Social.
Vindo de todos Estados brasileiros, delegados eleitos e usuários discutem juntos o melhor
caminho para ampliar o alcance da rede de proteção social em suas localidades


Fotos: Bruno Spada / MDS  
Jaciane Rodrigues levou o filho à conferência:
"ela traz benefícios pra todo mundo"
  Ao conseguir emprego com renda fixa, Antonio Silva, devolveu o cartão do Bolsa Família
 

Com um bebê no colo. Foi assim que Jaciane Rios Rodrigues, 20 anos, chegou à VII Conferência Nacional de Assistência Social na tarde desta terça-feira (1/12). A jovem moradora da Estrutural – cidade da periferia de Brasília – mora com a mãe, duas irmãs e seu filho, Eduardo Rodrigues Santana, de cinco meses. A família recebe, por mês, R$ 130,00 do Bolsa Família, programa coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). "Vim participar da conferência porque acho que ela traz benefícios para todo mundo", explicou Jaciane que parou os estudos por não ter com quem deixar o bebê, mas conta que, no futuro, pretende fazer Biologia.

Consciente dos problemas do local onde mora, Jaciane diz que houve melhorias em sua cidade mas que faltam palestras de esclarecimento e mais informações sobre os direitos sociais da população. "Temos, ainda, crianças trabalhando no lixão da Estrutural", disse ela enquanto deixava Eduardo num espaço especial montado pela organização do evento para acolher, cuidar e entreter meninos e meninas que vieram, com seus responsáveis, para a conferência porque não tinha onde ficar.

Outro participante da conferência – evento do Ministério do Desenvolvimento Social e do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) que está acontecendo no Centro de Convenções Ulysses Guimarães da capital federal – é o piauiense Antonio Sousa Silva, de Piracuruca. Há um ano, ele devolveu seu cartão do Bolsa Família. "Fiz isso quando consegui trabalho como vigilante" explicou ele. A família de Antonio recebeu, por dois anos, R$ 54,00 do programa de transferência de renda. "A gente usava o dinheiro para comprar alimento", conta ele.

Como delegado eleito para esse encontro nacional, Antonio diz que as principais reivindicações de seu Estado são a construção de mais Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) nas áreas rurais e a capacitação dos conselheiros.

Casado e pai de seis filhos, o índio Virgulino Rodrigues Sales, da etnia Kaxinawá, mora no Município de Jordão (AC) e considerou "muito importante as autoridades falando do direito de todos". Acredita que a sua presença na conferência é a maior prova do aumento da participação de todos os segmentos da população nas questões sociais no Brasil. "Eu estou aqui, não estou?", diz com orgulho.

Ana Soares
ASCOM / MDS


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