sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ocorrências de casos humanos de influenza A (H1N1)

MINISTÉRIO DA SAÚDE

GABINETE PERMANENTE DE EMERGÊNCIAS

NOTA À IMPRENSA

Sexta-feira, 29/5/2009, às 18h00

Ocorrências de casos humanos de influenza A (H1N1)

1. O Ministério da Saúde informa que foi confirmado um novo caso de infecção pelo vírus Influenza A (H1N1) no Estado do Rio de Janeiro.

2. O paciente é contato próximo de um caso procedente dos EUA, já confirmado anteriormente. Está internado e passa bem.

3. Com este, o total de casos confirmados no país chega a 15. Os casos foram registrados nos estados de São Paulo (06), Rio de Janeiro (05), Santa Catarina (02), Minas Gerais (01) e Rio Grande do Sul (01). Para todos os casos, estão sendo realizados busca ativa e monitoramento de todas as pessoas que estabeleceram contato próximo com esses pacientes.

4. O Ministério da Saúde considera que não há evidências de sustentabilidade da transmissão de pessoa a pessoa do vírus da Influenza A (H1N1), tendo em vista terem sido detectados três casos de transmissão autóctone (dentro do território nacional) com vínculo epidemiológico com o caso índice procedente do México ou dos EUA. Desse modo, a transmissão no Brasil é limitada não sustentada.

5. O Ministério da Saúde acompanha 18 CASOS SUSPEITOS de Influenza A (H1N1) em dez estados do país. As amostras com secreções respiratórias dos pacientes estão em análise laboratorial.

6. Além disso, 20 CASOS estão EM MONITORAMENTO, em nove estados. Até hoje, 333 foram DESCARTADOS (veja tabela abaixo).


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Legenda:

¹ As definições de caso em monitoramento, suspeito, confirmados e descartados estão disponíveis e atualizadas no Protocolo de Procedimentos e Manejo de Casos e Contatos de Influenza A(H1N1), conforme item III.

Link: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/influenza_a_h1n1_protocolo_tratamento.pdf

² O total de casos em monitoramento, suspeito e descartados pode variar de acordo com a reclassificação dos casos. O número total de casos descartados é cumulativo. Após investigação, a tabela divulgada poderá conter um número menor de casos sendo excluídos os que não atenderem a definição de caso em monitoramento e de caso suspeito.

7. Até o momento, os países com evidência de autoctonia, até o momento, são: Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Espanha, EUA, Itália, Japão, México, Panamá, Peru, Reino Unido e Romênia.

8. Segundo a OMS, o México, os EUA e o Canadá são considerados países com transmissão sustentada. A letalidade no mundo é de 0,68%.

9. Nesta sexta-feira, 54 países têm casos confirmados e divulgados da doença, de acordo com informações dos governos ou da Organização Mundial de saúde (OMS). São eles:


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10. São considerados CASOS SUSPEITOS:

a) Pessoa que apresentar febre alta de maneira repentina (acima de 38ºC) E tosse, podendo estar acompanhadas de algum dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dificuldade respiratória; E ter apresentado sintomas até 10 dias após sair de países que reportaram
casos pela Influenza A (H1N1);

OU

b) Ter tido contato próximo*, nos últimos 10 dias, com uma pessoa classificada
como caso suspeito de infecção humana pelo novo subtipo de Influenza
A (H1N1).

* Para o Ministério da Saúde, contato próximo é a pessoa que cuida, convive ou teve contato direto com secreções respiratórias ou fluidos corporais de um caso suspeito.

11. São considerados casos EM MONITORAMENTO:

a) Pessoas procedentes de país(es) afetado(s), com febre não medida E tosse, podendo ou não estar acompanhada dos demais sintomas referidos na definição de caso suspeito;

OU

b) Viajantes procedentes de voos internacionais, nos últimos 10 dias, de país(es) não afetado(s) E apresentando os sintomas de acordo com definição de caso suspeito.

12. O Ministério da Saúde e as autoridades de saúde mantêm em pleno funcionamento o seu plano de contingência, com monitoramento nacional 24 horas por dia, disponibilização de cerca de 800 leitos em 53 hospitais e estoque de 9 milhões de tratamentos.

13. NÃO É RECOMENDADO que a população tome medicamentos por conta própria, pois a automedicação pode mascarar ou atenuar sintomas, além de provocar resistência ao medicamento específico para influenza. Se as pessoas sentirem alguns dos sintomas, devem procurar um serviço de saúde imediatamente.

14. O Ministério da Saúde reforça a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) da necessidade de as autoridades sanitárias manterem o sigilo da identidade dos casos confirmados, suspeitos e em monitoramento, evitando estigma social a essas pessoas.

Atendimento à Imprensa:

(61) 3315-2351/3580

jornalismo@saude.gov.br

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